Por que a RNCW vai a Nova York: dentro do primeiro RNCW Sessions

No dia 25 de setembro, das 9h às 13h, a RNCW realiza, em Nova York, a primeira edição do RNCW Sessions fora do Rio de Janeiro. A proposta reúne entre 50 e 100 participantes em uma manhã de conversas voltadas a um objetivo específico: aproximar as agendas internacionais de clima e biodiversidade das pessoas e organizações que atuam diretamente nos territórios. Em uma semana que já concentra parte importante do debate internacional, a escolha por um grupo menor permite criar espaço para uma troca mais aprofundada entre governos, organizações da sociedade civil, lideranças territoriais, empresas, filantropia, academia e outros atores envolvidos nessa agenda.
A escolha de Nova York acompanha um momento importante do calendário internacional. A programação acontece durante a Climate Week NYC e a semana da Assembleia Geral das Nações Unidas, quando lideranças de diferentes setores estarão reunidas na cidade. Poucas semanas depois, acontecem a COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica e a COP31 do Clima. É nesse intervalo que o RNCW Sessions encontra seu espaço. A iniciativa leva para Nova York o princípio do Rio to Rio, modelo que mantém as conversas e prioridades da RNCW em circulação ao longo do ano, conectando diferentes momentos da agenda internacional até o retorno ao Rio. A ideia é fazer com que as discussões iniciadas em um lugar possam continuar influenciando decisões e alianças em outros.
Essa conexão aparece também na estrutura da manhã. Os três painéis foram pensados para tratar clima, biodiversidade, território, financiamento e desenvolvimento como partes de uma mesma conversa. O primeiro aborda a necessidade de maior integração entre as agendas de clima, biodiversidade e terra antes das próximas COPs. O segundo coloca no centro a liderança de povos indígenas, comunidades locais e organizações do Sul Global, discutindo como essas perspectivas podem participar da definição de prioridades e decisões. O terceiro parte de uma questão diretamente ligada à implementação: como fazer com que compromissos internacionais, parcerias e recursos financeiros cheguem às organizações que já atuam nos territórios e produzem resultados concretos.
O formato segue a mesma lógica. Cada painel terá um moderador e três ou quatro participantes, com presença de pelo menos uma voz indígena ou territorial. A intenção é preservar tempo para que as ideias sejam desenvolvidas e para que a conversa avance entre os participantes, em vez de apenas acumular falas. Ao final da manhã, esse diálogo será reunido em uma mensagem política de até uma página, com três a cinco prioridades ou chamados à ação relacionados às próximas COPs. O texto será apresentado aos participantes e validado antes do encerramento, para que possa seguir com a RNCW pelos próximos momentos do ciclo Rio to Rio.
A presença da RNCW em Nova York continua depois da manhã. Na noite de 25 de setembro, um jantar organizado em parceria com Re:wild e Global Citizen reunirá parceiros e convidados para aprofundar algumas das conversas iniciadas durante o RNCW Sessions. No dia seguinte, a RNCW participa do Global Citizen Festival por meio de um segmento dedicado ao Rio. São momentos diferentes, com públicos e formatos próprios, mas conectados pela mesma intenção: levar para além do Rio uma agenda que combina clima, natureza, liderança do Sul Global e soluções construídas nos territórios.
